Hoje é dia de FlaxFlu. O Rio de Janeiro amanhece diferente.
As pessoas acordam ansiosas com a expectativa de chegar logo o horário do
confronto. A resenha pré-jogo toma conta dos encontros sociais. Seja na
padaria, na banca de jornal, nos rachas matinais. E o último confronto de
decisão, a Taça Guanabara 2017 foi muito semelhante ao que estamos acostumados
a ver nos campinhos de futebol. Disputa a flor da pele, cada lance de ataque
uma emoção, jogo lá e cá. E valia troféu.
O jogo desse domingo, ao meu ver veremos muito pouco dessas
características. Os erros defensivos, entregues a cada estocada adversária deve
dar lugar a um jogo mais fechado, truncado. E tudo isso tem uma justificativa.
A decisão não se resume apenas a esse domingo. Na próxima semana haverá um
segundo duelo. E jogos de 180 minutos as armas apresentadas por ambas as partes
são mais cautelosas. E aquele jogo também abriu alertas que as duas equipes não
haviam se tocado até aquela peleja.
Porém, algumas coisas daquele jogo iremos ver. E se naquele
domingo, Abel Braga foi estrategista e minucioso voltará a ser. Mesmo com pouco
tempo de trabalho possui o elenco nas mãos. O time é bem treinado. E o lado
motivacional do treinador contagia o grupo.
Zé Ricardo está entre a cruz e a espada. Joga o primeiro
duelo, com cabeça na libertadores, com o que Abel aprontou na decisão anterior.
Poupar ou não jogadores? Vai para o 4-141? 4-2-3-1? 4-3-2-1? Que sistema
utilizar?
Lógico que esses argumentos também passam pela cabeça do
técnico tricolor. Hoje, porém, essa “dor de cabeça” é maior no treinador
rubro-negro por tudo aquilo que aconteceu na Taça GB.
E tudo isso que digo aqui não vai tirar o brilho do clássico
decisivo. O Fla-Flu é mágico por si só. Ainda mais numa decisão. E sem dúvida,
são os dois melhores times do Rio. Mesmo com um campeonato confuso,
controverso, o campeonato nos deu dois times que jogam para frente. Que jogam
para vencer. E assim será.







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