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| FOTO: UOL Esporte |
O que vale mais no mercado. Um jogador em formação com 16
anos que sequer sabemos o que será dele daqui para frente, ou um atleta, de 20
anos, que já experimentou jogar uma série B, onde se destacou, deu conta do
recado, no Sulamericano Sub-20, apesar da desclassificação do Brasil e a não
ida ao mundial da categoria.
Falo mais precisamente de Richarlison, do Fluminense. Um
atleta promissor que despontou no América-MG e que agora no Fluminense vem
fazendo um ótimo início de temporada. No campeonato Carioca brigou pela artilharia do Carioca contra o
tarimbado e badalado Guerrero e que mantem a mesma
pegada nessa abertura de Campeonato Brasileiro.
E o porquê que estou lançando essa comparação? Por diversos
aspectos. Primeiro por achar astronômico o valor que o Flamengo negociou
Vinicius Júnior. Bom para o Flamengo? Sim, bom. Bom para o futebol brasileiro?
Só o futuro dirá. E porque bons jogadores, como o atacante Richarlison e Felipe
Vizeu não foram tão supervalorizados assim? Faltou mídia? Não.
Não faltou mídia, mas faltou a nós, jornalistas, olharmos
com mais carinho ao futebol que alguns atletas praticam em campos tupiniquim. E
o Richarlison é desses jogadores que poucos badalamos, porém tem uma
importância tática enorme ao Fluminense de hoje, o Fluzão de Abel Braga.
Hoje, o camisa 70 é a grande válvula de propulsão do time do
Fluminense. Defende e ataque com a mesma volúpia, recompondo bem o sistema
defensivo tricolor. E quando ataca é uma dor de cabeça constante a defesa
adversária. Bom finalizador, tem presença de área e faro de artilheiro. Como
todo atleta de 20 anos tem muito a evoluir na carreira. Mas, que na prática vem
exercendo um papel fundamental, que dificilmente perde vaga no atual time
titular do Fluminense. E mostrou isso nos dois primeiros jogos do Brasileirão,
principalmente contra o Atlético-MG, onde deixou o dele no Estádio Independência,
onde se sente em casa.
E na seleção Sub-20 vi um Richarlison atuando bem e de forma
diferente com a qual joga no tricolor carioca. Ali, no time comandado pelo
Rogério Micalli (na época treinador da Selação e demitido após o fracasso pela
não classificação ao mundial) via o Richarlison com menos responsabilidade de
marcação, porém responsável, muito das vezes pelo último passo e quando não o
fazia, era ele quem estava lá para finalizar.
Por isso que o mercado brasileiro é um oásis ao mercado
europeu. Aqui nós formamos bem o atleta, o que pecamos é na formação do homem.
Aqui vimos vários talentos totalmente desperdiçados, porque os jovens jogadores
não fazem com a cabeça na vida social (negócios, entrevistas, investimentos)
que fazem com a bola nos pés. E nossos dirigentes pouco valorizam a pessoa.
Pensam no quanto possam valer e lucram especificamente no que ele produz em
campo e pouco no que eles produzem ou deixam de produzir na vida social. Se
nosso material humano fosse preparado como um todo teríamos um mercado muito
melhor na venda desses garotos.
Por isso que antes de qualquer investimento procuram saber a
base familiar do garoto, as condições com a qual ele foi criado. Daí visam o
condicionamento físico, documentação, virtudes como jogador.
Poderia e futuramente vou falar de outros garotos que poucas
vezes vamos ver atuar aqui no Brasil por conta do talento. Douglas, do Vasco,
Igor Rabelo, do Botafogo, Wendel, também do Fluminense, Felipe Vizeu, do
Flamengo. E tomaram que dirigentes de tais clubes saibam aproveitar bem seus
talentos e que deem alegrias as suas torcidas.







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