sábado, 27 de maio de 2017

ELE RESOLVE

FOTO: André Durão/Globoesporte.com
Que jogo, amigos! Que clássico! Um duelo com nuances de emoção, viradas e o Vasco fez prevalecer o fator casa, o fator torcida que incentivou os 90 minutos e ainda contou, com o cara, Nenê. Ele mesmo! Saiu do Banco, entrou quando jogo ainda estava 1 x 1 e quando tudo parecia encerar empatado por 2 x 2, o Vasco mais uma vez foi o time da virada e no amor de seu torcedor virou para 3 x 2 e alcançou a momentânea terceira colocação no campeonato

E o jogo começou a mil com as duas equipes procurando ocupar os espaços no campo. De forma inteligente, o Fluminense buscava ter mais a bola, no intuito de diminuir o ímpeto Vascaíno, que a todo custo buscava colocar velocidade nas investidas de ataque com Kelvin e Matheus Vital.  O Fluminense pecava muito com passes errados. Com isso o jogo foi ficando truncado caindo de rendimento após os 20 minutos.

Até que aos 26 minutos do primeiro tempo, o Fabuloso despertou. Após um cruzamento da direita Luís Fabiano raspou de cabeça, na continuidade pela esquerda, Yago Picachu cruzou novamente e aí sim, o camisa 9 Vascaíno testou fulminante, indefensável para Diego Cavalieri. Vasco 1 x 0 .

O Fluminense pouco tinha poder de penetração na defesa vascaína. Com três jogadores de meio jogando em linha (Douglas, Orejuela e Wendel) apenas o Wendel arriscava uma aproximação maior ao ataque, que era logo bloqueada por Jean e por Yago Picachu que ajudava a defesa.

E a melhor oportunidade do Fluminense foi criada pelo zagueiro Paulão do Vasco, que cochilou com a bola dominada dentro da grande área e saiu com ela pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Nogueira acertou o travessão aos 39 minutos.

E como tem sido costume, o Fluminense voltou diferente para a segunda etapa. Abel enxergou a falta de poder de penetração no meio campo, liberou mais o Wendel para jogar próximo ao Gustavo Scarpa e a partir daí o time passou a criar mais e a incomodar Martin Silva, coisa que não acontecia na primeira etapa.

E numa dessas chegadas, o Flu chegou ao primeiro gol. Infiltração pelo meio do Lucas, buscava o passe para o Wendel, na área, mas antes a bola tocou no braço do Jean. Pênalti assinalado e convertido por Henrique Dourado, aos 13 minutos do segundo. Vasco 1 x 1 Fluminense.
De imediato, Milton Mendes chamou Nenê no banco de reservas.

E o gol animou o time das Laranjeiras que seguiu perseguindo o gol da virada na base da persistência. E depois de um chute Wendel, Martin Silva espalmou para o lado e Richarlison antecipou o corte de Gilberto, que acertou o tornozelo esquerdo do atacante do Fluzão e novo pênalti marcado. Henrique Dourado, com a frieza peculiar, marcou o quinto gol dele no Brasileiro, artilheiro isolado. O Fluminense virava o jogo. Vasco1 x 2 Fluminense

Perdido no jogo, o Vasco teve que voltar a atacar o Fluminense. E para isso Milton Mendes pôs Manga Escobar na vaga de Kelvin, que àquela altura do jogo pouco produzia. E foi colombiano que incendiou novamente a coluna. Jogada pelo bico esquerdo da grande área, cortou para dentro, chute cruzado e o empate vascaíno. Vasco 2 x 2 Fluminense.

E o jogo seguiu aberto e dois times buscando alternativa de gols. O Fluminense respondeu com Marcos Jr na vaga do volante Douglas e o técnico do Vasco foi com Muriqui na vaga de Mateus Vital, visivelmente cansado. E o jogo ficou aberto, lá e cá e luta pela vitória. Com duas alterações na manga, Abel Braga mandou à campo Marquinho e Maranhão.

Mas foi aos 48 minutos do segundo tempo que o surgia o herói do jogo. Nenê, que entrou no jogo após o empate do Fluminense, saiu do banco e voltou a resolver para o Vasco. Após ótima jogada de Manga Escobar, Nenê recebeu pela esquerda na entrada da área, soltou uma bomba e virou o placar, dessa vez a favor do Vasco, que tirou os 100% do Fluminense e fez o Vasco dormir na parte de cima da tabela. O Vascão dorme na terceira posição, com duas vitórias em casa e uma derrota para o atual campeão brasileiro. Seis pontos conquistados na raça, no suor e no embalo da torcida, que mais uma vez lotou São Januário, com 20442 presentes, fez uma festa com provocação, drones e espantando o fantasma que de não ter vencido o Fluminense na temporada.



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