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| Foto: Futrio.net |
O Flamengo foi Campeão Estadual Invicto em 2017 com todos
os méritos. Soube usar todo elenco, trabalhou com jogadores que vieram da base,
deu chance a atletas suplentes e pela 34º vez mantém a hegemonia do Campeonato
Carioca.
Uma festa com a cara do Rio. Maracanã lotado, a torcida do
Fluminense inflamada incendiou o jogo e o time respondeu rapidamente. Com três
minutos Henrique Dourado tirou a vantagem mínima do adversário e fez 1 x 0 para
o tricolor. Porém, uma pressão dessas é muito difícil de se manter. E o
Flamengo pôs a bola no chão e ao mantê-la esfriou o ímpeto adversário. Mesmo
não preocupando Cavalieri mantinha também o fluzão longe de sua área. Apenas
uma finalização perigosa com Éverton. Antes do fim do primeiro tempo do Flu
também teve chance de ampliar, mas não foi feliz. O jogo muito trucando, muitas
faltas dos dois lados.
E no segundo tempo o Fluminense foi para cima e nos 15
primeiros minutos jogou no campo de adversário. O Flamengo, por sua vez, soube
suportar a pressão adversária. Deu espaços pelo lado direito de defesa. As
substituições de Zé Ricardo foram muitos mais para neutralizar o tricolor que
propriamente sair da trincheira inimiga. E isso é errado? Não. A estratégia de
jogo do Flamengo foi esperar o Fluminense e sair rápido e quando tivesse com a
bola girar o jogo para tentar algum ataque no forte ferrolho montado por Abel.
Em contrapartida Abelão não mudou o estilo de jogo do
primeiro tempo e quis evoluir a volúpia ofensiva ao tirar o inexpressivo Welington
Silva pelo atabalhoado Maranhão. O que o treinador quis fazer? Aniquilar
fisicamente o lado esquerdo de defesa do Fla já que Trauco e Renê demonstravam
cansaço físico
A saída do inoperante Berrío por Gabriel pouco alterou o
panorama. Todavia, a entrada de Rodney na vaga de Trauco fortaleceu o poder de
marcação pela direita rubro-negra e melhorou a qualidade do conta-ataque. E
esse foi detalhe que definiu o clássico.
Maranhão foi o jogador de sempre. Muita correria e pouco
raciocínio enquanto Rodney auxiliou Pará (que já tinha cartão amarelo) na
marcação e ainda surgia como opção de ataque, já que Léo Pelé descia sempre com
perigo pela esquerda.
E foi num escanteio, pela direita, que o Flamengo empatou,
após Guerrero aproveitar o rebote de Cavalieri, após cabeçada de Réver, aos 40
minutos do segundo tempo e recolocar a mão na taça, 1x1.
Ao Fluminense só restava o ataque, o tudo ou nada para levar
o troféu. Faltava pouco tempo e a desvantagem se tornou enorme àquela altura. E
aproveitando do desespero tricolor que o Fla ampliou a vantagem. Num contra-ataque,
o goleiro Diego Cavalieri foi expulso para evitar um gol no contra-ataque e aos
50 minutos, num lance muito parecido, Rodney, um herói improvável, fez 2 x1 e
deu o 34º título estadual ao Flamengo.
Um trabalho para parabenizar toda diretoria, comissão
técnica e departamento médico, elenco de atletas e principalmente ao Zé Ricardo
que a cada jogo é subjugado pela própria torcida, mas que desde quando assumiu
o time vem fazendo um trabalho transparente, com padrão tático e com leque de opções
dentro do elenco. Um cara da nova geração que merece ser observado com mais
carinho da torcida, independentemente dos resultados.
Parabéns aos torcedores do Flamengo pelo título e também ao
Fluminense. Parabéns ao Abel, por tirar leite de pedra, a torcida tricolor pela
festa, o que só engrandece ainda mais o título conquistado, no coração, na
raça, na aplicação tática, no elenco, na força da torcida. Parabéns Flamengo!







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