Hoje o Flamengo terá muito trabalho diante da Universidad
Católica do Chile. Por conta de diversos desfalques, o time de Zé Ricardo vai
ter que transpirar para bater o adversário. E essa é minha grande preocupação.
Sob o comando do treinador, vi em poucas oportunidades o time ter de impor a
raça em vez da habilidade e aplicação tática. Contra o Figueirense, pela
Sulamericana, no jogo de volta, em Cariacica, quando o time tinha que reverter
um placar adverso. Contra o Palmeiras, fora de casa, quando ficou com um homem
a menos e sacrificou o time. E contra o Cruzeiro, num jogo controlado, sofreu o
empate e penou para virar no gol de Macuello. Pode ser que até tiveram outras
vitórias assim, mas na minha memória apenas essas ficaram marcadas.
Para a noite de hoje, o Flamengo deverá ter atenção e
aplicação tática os 90 minutos, o que já é peculiar e característico do time e
num jogo de Libertadores qualquer cochilo é fatal. E para que o time se saia
bem eu estou por aguardar uma boa atuação de Mancuello. Desde que chegou ao
Flamengo, nos jogos importantes, onde mais se confio no argentino, ele destoou.
E numa partida como essa, a visão de jogo dele, a boa bola parada que tem serão
boas armas, mas para isso ele precisa jogar e fazer o time rodar. Será mais um
teste de fogo.
As pontas serão o desafogo ao time. Não tenho dúvidas, que
assim como o Barcelona fez ontem com o Botafogo, o Católica vai adiantar as
linhas de marcação para surpreender a saída de bola do Flamengo. Isso vem se
tornando uma essência no futebol atual. Então, preparem-se para os chutões de
Rafael Vaz. A sorte que lá na frente, Guerrero vem fazendo um belíssimo papel
de pivô. Dificilmente perde a jogada.
Então hoje, além da estratégia o coração deverá falar mais
alto. E que a torcida que faça o seu papel. Cantar e incentivar a cada minuto
independente do que aconteça dentro de campo. Pois aí, os jogadores se sentirão
dispostos a contribuir.







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