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O goleiro Jeferson voltou a ser
titular no Botafogo após 14 meses de inatividade e de cara foi o melhor jogador
em campo. Além de transmitir a tranquilidade habitual, Jeferson foi o capitão,
o líder e se não fosse ele o time seria derrotado. E o que chama atenção. Ele
não converte gols. Mas Jeferson vai muito além de qualquer característica de
goleiro. Ele é um ser humano do bem e por fazer o bem merece sempre se destacar
como melhor.
Me recordo que um pouco antes da
Copa do Mundo encontrei com Jeferson, num famoso shopping Center, em Niterói,
na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde aguardava as filhas retornarem da
toalete. Ali conversamos brevemente sobre a expectativa dele em disputar uma
Copa do Mundo e no Brasil e como ele se sentia no Botafogo. Foi super atencioso,
simples e bem esclarecido. Dava para perceber nele que a fase que ele vivia na
carreira.
E de repente, um turbilhão.
Passado a Copa e anos após uma contusão gravíssima. Para piorar o processo de
recuperação fez uma cirurgia malsucedida e teve de fazer o segundo procedimento
cirúrgico. Tudo muito dolorido, complicado. Sessões intermináveis de
fisioterapia. E com toda essa demora e angústia, o pensamento em encerrar a
carreira. Nessa hora, a família passou a ser o braço que lhe faltava para exercer
a profissão. Foi o esteio e o porto seguro do guarda-metas alvinegro. E o
guerreiro deu a volta por cima e de forma triunfal. Primeiro evitou a derrota
da equipe. Defesas difíceis, arrojadas num misto de coragem, categoria, frieza
e visão de jogo. Deteve um dos ataques mais poderosos do Brasil.
Hoje o torcedor do Botafogo ao
mesmo tempo que paira a tranquilidade em saber que no elenco possui dois
grandes goleiros deve estar em sinuca para escolher quem será o titular. Gatito
Fernandez por até aqui ter feito uma temporada irretocável? Ou Jeferson que é
ídolo e mostrou estar disposto a recuperar a vaga?
Lanço esse questionamento para
você. Quem deve ser o titular? Opine!







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