O Campeonato Brasileiro chegou a
décima rodada e a partir daqui as análises sobre o desemprenho de cada equipe
começa a ganhar novos contornos. E sempre procuro dividir minha crítica de nove
em nove. Desse modo, reparto o campeonato em quatro etapas, indo até a rodada
de número 36. Sendo assim, as rodadas de número 37 e 38 se incluem na fase pós
definição, porque geralmente, a essa altura do campeonato, já temos o campeão e
a zona de Libertadores e de rebaixamento bem definidas.
Mesmo dessa maneira, ainda deixei
transpor uma rodada a mais para que alguns panoramas ficassem mais claros. E
aqui vou analisar desempenho, pontuação, recuperação e queda das equipes.
Contudo, a interferência direta em disputas em Copas (Libertadores, Sul-americana
e do Brasil) simultaneamente com o Brasileiro, faz com que o objeto estudado
(Campeonato Brasileiro) mude um pouco a configuração. Além das Copas temos a
“temida” Janela de Transferências, que para alguns clubes, traz aspectos
positivos e negativos.
E a arrancada de Corinthians e
Grêmio tem feitios interessantes a serem analisados. Primeiro, a diferença de
pontos que as duas equipes têm em relação ao terceiro colocado. Até o
fechamento dessa publicação, o Corinthians é líder com 26 pontos (8 Vitórias e
2 empates), sendo 5 jogos em casa e 5 jogos fora e um aproveitamento de 86,7%. Já
o Grêmio tem 22 pontos, na segunda posição. Atuou nesse Campeonato Brasileiro,
também com 5 jogos fora e cinco em casa. O aproveitamento dos gaúchos é de
73,3%. Porém, reparem na sequência. Até aqui, o terceiro colocado é o Flamengo,
com 17 pontos, nove a menos que o líder e cinco a menos que o segundo colocado.
O time Carioca tem um aproveitamento de 56,7% e atuou em 10 rodadas, quatro
vezes com mando de campo e seis vezes atuou como visitante. O Botafogo ainda
joga nesta segunda-feira, porém a análise está sendo feito antes do jogo do
Glorioso.
Os pontos perdidos pelo Corinthians
foram contra a Chapecoense, em casa e contra o Coritiba, no Couto Pereira. Já o
Grêmio deixou de ganhar pontos em casa, contra o próprio Corinthians, em casa,
e contra o e tem duas derrotas. O Timão segue invicto.
Outras particularidades cercam o
desempenho atual das duas equipes. O Grêmio é um time que se vê envolvido em
Três Competições simultâneas: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil (onde tenta
o título consecutivo e o Hexa da
Competição) e Libertadores da América, em fase de mata-mata. Por conta de tantos
compromissos e a interrupção das Copas, Renato Portaluppi e seus jogadores se
viram na obrigação de manter o nível e a pegada lá em cima, porém, apesar do
bom time nas mãos, vejo o Grêmio com dificuldades para seguir firme nas três
frentes. Talvez, para obter um sucesso maior, tenha que abrir mão de uma das
competições e vejo a Copa do Brasil, ou até mesmo o Brasileiro, como uma delas.
Não consigo enxergar (e espero estar errado) o elenco do Grêmio, com peças que
sejam capazes de manter o nível alto nessas três competições. Esse acúmulo de
de jogos e distinção das competições pode acumular ao tricolor gaúcho além da
sobrecarga natural, uma queda de rendimento técnico e físico. Para que isso não
aconteça, Renato Gaúcho terá que “girar o elenco” e é justamente aí que
vislumbro a cada no rendimento.
Já o Corinthians de Carille, analiso como um elenco mais equilibrado que o rival do Sul. No sentido em que
conforme saem as peças principais, os substitutos mantêm o mesmo nível de
futebol, na parte técnica e mantem o padrão tático estipulado pelo treinador. Vejo
também no Corinthians um time mais equilibrado defensivamente. As boas fases do
goleiro Cássio, o Jadson tentando reencontrar o bom e velho futebol, Rodriguinho
na melhor temporada da carreira, além de Jô que a cada jogo que passa incomoda
defesas adversárias, fazem o clube paulista ter uma espinha dorsal que gera
confiança ao treinador.
Quando passamos para a qualidade
técnica o Grêmio também se destaca. Hoje
o Imortal tem no elenco o melhor atleta em atividade no futebol
Brasileiro, o Luan. Tem na defesa um dos melhores zagueiros em atividade no
Brasil, Geromel e jogadores que evoluem bem no meio campo, dando a dinâmica e
cadência ao time, como os volantes Arthur e o meia Ramiro.
Vejo o Grêmio também como um dos
grandes alvos do nocivo mercado exterior. Com atletas jovens em destaque (Luan,
Arthur, Michel, Geromel) será difícil o clube controlar tamanha procura e
naquele de equilibrar as finanças um desses atletas devem sair do Rio Grande do
Sul. Já o elenco corintiano, por ser menos qualificado tecnicamente, pouco deve
sofrer baixa nesse período, talvez um ou dois jogadores.
Com a bola nos pés eu gosto de
assistir mais os jogos do Grêmio, por conta da qualidade técnica da equipe.
Variam jogadas, utilizam táticas agressivas, mesmo jogando fora de casa, fazem
uma infiltração com os pontas em diagonal entre os volantes e laterais
adversários que confundem a marcação dos zagueiros, sempre sobrando espaços ao
Lucas Barríos e também ao Luan. O Corinthians tem o que poucos times conseguem
fazer atuando fora de casa. Equilíbrio no setor de marcação. Dificilmente você
enxerga o time treinado por Carille desfazer as linhas de marcação e a
recomposição é muito rápida. E com duas cabeças pensantes no meio (Rodriguinho
e Jadson) conseguindo aliar força e talento, hoje é um time que se mantem na
ponta da tabela de forma convincente.
Alguns times que iniciaram o
campeonato lá em cima e agora começam a derrapar na caminhada temos
Chapecoense, Coritiba, Ponte Preta. Essas equipes poderão até ter um bom
desempenho, mas irão ocilar por conta da fragilidade técnica e falta de peças
de recompesição, já que o Brasileirão é bem ÃO mesmo, longo, cansativo e
desgastante.
Outros que me chamam atenção e
teremos que ter os pés no chão são os times cariocas que ocupam a primeira
página da tabela. Mas, isso é papo para outro post...







0 comentários:
Postar um comentário