A frase que diz “Vida de
treinador de futebol não é fácil” vai muito além de um clichê e em grandes
clubes e seleções a cada dia se torna realidade. Por conta das cobranças por
resultado, desempenho técnico, satisfação da diretoria e do elenco. E a vida de
Zé Ricardo no Flamengo tem sido ao pé da letra a frase abordada anteriormente. Ontem,
no perfil de facebook (www.facebook.com/RodrigoGomesLocutor)
abordei, por duas vezes o tema: VOCÊ É O TÉCNICO, ESCALE O FLAMENGO IDEAL. E
olha, deu o que falar.
Não consegui esmiuçar quantas
escalações distintas foram apresentadas. Umas contando com os reforços que vem
chegando, outros dando preferência à base. Muitos mantendo a mesma linha de
raciocínio do treinador, outros pedindo um time mais ousado, enfim. Cada um
expressando democraticamente o que acha e como agiria de forma democrática, o
que eu acho muito legal.
Porém, o que ficou claro em minha
análise é que a vida dele não é fácil e piorou um pouquinho com a cada reforço
de peso que chega ao elenco. Porque além dos resultados, aproveitamento,
desempenho técnico, ele terá também que agradar à torcida, que há muito tempo
pega no pé do Mandarino.
E que essa pressão também não
vire desculpa para ele caso os resultados não venha. A diretoria vem fazendo o
possível na montagem de um time competitivo. E agora é a vez do treinador, com
mais tempo de comando entre os times que disputam a série A, de mostrar o seu
valor e justificar a confiança da direção do clube. Até mesmo isso que escrevo
aqui põe pressão no trabalho dele.
Hoje em dia é difícil se manter
no cargo. Poucos ultrapassam a casa dos 7 meses no comando técnico. O que é
muito pouco, mas se torna um círculo vicioso, já que os resultados vêm à frente
do desempenho e que a paciência de todos dura muito pouco. Posso até citar o
Milton Mendes, que com muito pouco tempo de trabalho começa a dar um padrão
tático ao time do Vasco. Pelo fato de ainda ter pouco tempo de casa, o
resultado adverso contra o Grêmio, fora de casa, não trouxe ao ambiente
vascaíno um “espírito de crise”, com o time acumulando duas derrotas e ocupando
a segunda página da tabela de classificação. Pelo contrário, houve uma
observação crítica de que o desempenho do time foi muito bom apesar do placar.
A paciência que se tem com o treinador do
Vasco, não é possibilitada ao treinador do Flamengo, na mesma condição. Porque
a expectativa criada sobre o badalado Flamengo esse ano, não se refletiu ainda
dentro de campo. E essa pressão é
ampliada com a chegada dos reforços. E administrar um ambiente onde só tem bons
nomes e todo mundo quer jogar obriga o treinador a ter um ambiente ameno. Coisa
que já não vem acontecendo, haja visto o caso de Darío Conca no fim de semana.
São desafios que Zé Ricardo vai
ter pela frente e vamos ver como o profissional vai resistir e se virar diante
de tanta pressão.







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