quarta-feira, 7 de junho de 2017

NÃO TEM VIDA FÁCIL

A frase que diz “Vida de treinador de futebol não é fácil” vai muito além de um clichê e em grandes clubes e seleções a cada dia se torna realidade. Por conta das cobranças por resultado, desempenho técnico, satisfação da diretoria e do elenco. E a vida de Zé Ricardo no Flamengo tem sido ao pé da letra a frase abordada anteriormente. Ontem, no perfil de facebook (www.facebook.com/RodrigoGomesLocutor) abordei, por duas vezes o tema: VOCÊ É O TÉCNICO, ESCALE O FLAMENGO IDEAL. E olha, deu o que falar.

Não consegui esmiuçar quantas escalações distintas foram apresentadas. Umas contando com os reforços que vem chegando, outros dando preferência à base. Muitos mantendo a mesma linha de raciocínio do treinador, outros pedindo um time mais ousado, enfim. Cada um expressando democraticamente o que acha e como agiria de forma democrática, o que eu acho muito legal.

Porém, o que ficou claro em minha análise é que a vida dele não é fácil e piorou um pouquinho com a cada reforço de peso que chega ao elenco. Porque além dos resultados, aproveitamento, desempenho técnico, ele terá também que agradar à torcida, que há muito tempo pega no pé do Mandarino.

E que essa pressão também não vire desculpa para ele caso os resultados não venha. A diretoria vem fazendo o possível na montagem de um time competitivo. E agora é a vez do treinador, com mais tempo de comando entre os times que disputam a série A, de mostrar o seu valor e justificar a confiança da direção do clube. Até mesmo isso que escrevo aqui põe pressão no trabalho dele.

Hoje em dia é difícil se manter no cargo. Poucos ultrapassam a casa dos 7 meses no comando técnico. O que é muito pouco, mas se torna um círculo vicioso, já que os resultados vêm à frente do desempenho e que a paciência de todos dura muito pouco. Posso até citar o Milton Mendes, que com muito pouco tempo de trabalho começa a dar um padrão tático ao time do Vasco. Pelo fato de ainda ter pouco tempo de casa, o resultado adverso contra o Grêmio, fora de casa, não trouxe ao ambiente vascaíno um “espírito de crise”, com o time acumulando duas derrotas e ocupando a segunda página da tabela de classificação. Pelo contrário, houve uma observação crítica de que o desempenho do time foi muito bom apesar do placar.

A paciência que se tem com o treinador do Vasco, não é possibilitada ao treinador do Flamengo, na mesma condição. Porque a expectativa criada sobre o badalado Flamengo esse ano, não se refletiu ainda dentro de campo.  E essa pressão é ampliada com a chegada dos reforços. E administrar um ambiente onde só tem bons nomes e todo mundo quer jogar obriga o treinador a ter um ambiente ameno. Coisa que já não vem acontecendo, haja visto o caso de Darío Conca no fim de semana.

São desafios que Zé Ricardo vai ter pela frente e vamos ver como o profissional vai resistir e se virar diante de tanta pressão. 
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